#BadBlood2.0 - 28° Capítulo. [Maratona 1/2]


- Jake. – Chamei mais uma vez e tentei alcançá-lo. – Não é justo, olha como estou.

      Ele parou no corredor e me esperou, demorei alguns minutos para ficar perto dele. Olhei em seus olhos e tentei tocar nele, mas ele se afastou.

- Por favor, me dá uma chance de explicar tudo.
- Taylor, eu fui visto como suspeito quando eu só queria uma aula de violão. – Ele cochichou, todos estavam em aula. – Eu não quero ser visto com você.
- Eu realmente sinto muito por isso. – Cheguei mais perto. – Se você me der uma chance de explicar, depois disso não olhe mais na minha cara. Eu realmente sinto... grande afeição por você. – Fechei os olhos para lembrar de palavras melhores. – Eu gosto de você e não quero que você seja mais um virando as costas para mim.
- Única coisa que quero ouvir sair da sua boca é: sinto muito por ter mentido. – Jake ficou menos de 10 centímetros de mim. – É capaz de dizer isso?

      Jake me encarou por algum tempo e saiu andando pelo corredor. Pensei em ir atrás dele, mas não conseguiria.

- Sinto muito. – Falei em voz baixa. – Sinto por muita coisa.

***
- Você vai comigo para NY? – Karlie perguntou ao vestir a lingerie. – Sua costura é realmente perfeita.
- Acho que não. – Respondi. – A Demi não para de me ligar e se ela souber que estou no EUA, ela não vai parar de me perseguir até falar comigo.
- Pretende falar com ela? – Karlie começou a tirar toda sua roupa.
- Um dia, talvez. – Imaginei falando com a Demi. – Eu não vi os detalhes, sabe? Eu me fiz de cega para fingir que era perfeito.
- Não é culpa sua que sua irmã é uma vadia. – Karlie sorriu.
- Ela diz que o Liam fez a cabeça dela durante meses e eles estavam juntos fazia três meses. – Virei minha cadeira. – Nós namorávamos há um ano. – Virei para Karlie novamente. – Ela jurou que não ficava com ele desde a morte de Lily e ainda sim, não consigo perdoar.
- Se Taylor ficasse com um namorado meu, provavelmente nunca iria perdoar. – Karlie falou. – Eu vou dizer que você deveria.
- Demi continua lá e é humilhada todos os dias. Acha justo? – Perguntei.
- Não acho justo o Liam ser impune por isso. – Karlie começou a vestir outra peça. – Mas o mundo gira dessa maneira: ambos erram, mas a mulher sempre leva a culpa.
- Uma vez, levei Liam ao motel e transei com ele da melhor maneira que pude. – Olhei para o chão. – Ele levantou e tomou sozinho, disse que estava insatisfeito comigo e que estava acostumado com um sexo melhor. Não me toquei que ele falava da Demi.
- Você se vingaria dele? – Karlie perguntou. – Levantando hipóteses.
- Não. – Cher respondeu. – Se eu entendesse o porquê. Talvez.

***

- Theo, isso é muito bom. – Emma falou limpando sua boca. – Experimenta.
- Posso sentar? – Taylor perguntou ao se aproximar.
- Claro. – Emma respondeu sorrindo. – Quer? – Emma perguntando.

- Eu já vou comprar meu almoço, só quero dar um tempo. – Taylor respondeu apontando para seu joelho.
      Abri um espaço entre mim e Emma, limpei minha boca e fiquei olhando para a perna de Taylor.

- Certo. – Emma falou. – Quer que eu compre alguma coisa para você?
- Eu aceito. – Taylor falou. – Pode ser qualquer coisa. – Taylor disse ao dar o dinheiro.

      Emma passou a mão no meu braço e disse “já volto”. Fiquei olhando ela sair em direção a cantina e voltei a beber meu suco.

- Não precisa ficar assim com ela quando chego perto? – Taylor.
- Assim como? – Perguntei confuso.
- Eu vejo vocês de longe e você está sorrindo, tratando ela bem. Quando chego perto você muda sua postura e ela percebe. – Taylor explicou. – Ela é tão boa e você merece alguém como ela ao seu lado, não estrague as coisas por minha causa.
- Quanto tempo são amigas? – Perguntei.
- Eu e a Emma fizemos um mochilão pela Europa no primeiro ano, mantivemos contato. – Taylor falou. – Ela é maravilhosa.
- Sim, ela é. – Concordei olhando para Emma de longe. – Ela é....

***
- Nós vamos nos reunir nessa terça-feira. – Ele fechou seus papeis. – Nossa investigação sobre o Depp está quase sendo finalizada e com seu depoimento, tudo ficara bem.
- Irão atrás da Taylor? – Perguntei. – Você disse que é a peça-chave da investigação.
- Sim, tentaremos falar com ela amanhã. – Ele voltou para porta. – Por enquanto, não entre em contato com nenhum deles. Fique aqui em Manhattan até iniciar o julgamento. 

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