30 de abr de 2017

#BadBlood2.0 - 31° Capítulo.


- Está andando sem a tala e muletas? – Adam perguntou.
- Sim, já me sinto melhor sem elas. – Respondi. – Eu não caio e consigo andar mais rápido.
- Vou marcar alguns exames para você fazer e veremos para onde a fisioterapia vai levar. – Adam começou a anotar em algumas papeis. – Taylor, você já recuperou boa porcentagem dos seus movimentos.  
- Acha que um dia voltarei a nadar? – Perguntei tentando esconder ansiedade.
- Posso marcar algumas aulas de hidroginástica, você quer?
- O karma é real. – Dei risada. – Eu nunca vi graça na hidroginástica e agora irei fazer.
- Não é natação, mas ela pode ajudar você a chegar lá. – Adam me motivou. – Vai ser bom.
- Certo. Vou fazer qualquer coisa para melhorar. – Respondi sorrindo. – Preciso ir.

     Peguei minha bolsa que deixei no banco e sai de sua sala. Olhei para o elevador e para a escada. Pensei em descer de escada, mas não é a hora, ainda. Respirei fundo e tentei não pensar no fracasso, mas é impossível.
     Quando o elevador chegou, entrei sozinha e fui direto para o térreo. Meu pai ainda não tinha chegado. Fiquei sentada no banco de fora do prédio tomando o sol de fim da tarde. Fechei meus olhos pela primeira vez e tentei relaxar.

- Podemos conversar? – Arregalei meus olhos de susto. – Posso me sentar?
- Aqui não. – Respondi. – Meu pai está vindo me buscar e eu não quero falar com você aqui.
- Taylor, você não fala comigo desde o hospital. Antes éramos um casal e agora você finge que não me conhece, não responde minhas mensagens, não atende meus telefonemas.
- Jared, não éramos um casal. – Respondi. – Você nunca quis sair comigo, você apenas queria transar.
- Você também não queria me assumir, dizia que ninguém deveria saber porque não era da conta de ninguém. – Jared se aproximou. – Não quero brigar, quero reconciliar as coisas. Eu chorei por você, senti sua falta. Eu quero você.
- Chorou quando transou com Katheryn? – Perguntei. – Achou que eu não iria descobrir? Foi a primeira coisa que descobri quando acordei no hospital.
- Eu não queria, estava triste e aconteceu. – Jared explicou. – Foi uma vez, já você quantas vezes até ficar gravida do Theo? Olhou nos meus olhos e disse que era uma amizade, que era ridículo me preocupar.
- Sai daqui agora. – Ordenei. – Não me obrigue a gritar com você. Não queria te ver e você me persegue para jogar na cara coisas que você não sabe. – Apontei o dedo na sua cara. – Levanta e sai andando, não olhe para trás e não olhe na minha cara nunca mais. Você é um escroto. Sujo. Imagina se seu irmão descobrir as merdas que você fazia antes de me conhecer. Sai daqui. – Gritei.
     Jared olhou em volta e levantou sem dizer nada. Olhei em volta e tinha algumas pessoas me olhando. Olhares de dó e curiosidade. Como se me viram na televisão e tentassem saber como foi que sobrevivi.

***

- Quanto tempo vamos ficar desse jeito? – John perguntou.
- Eu não sei. – Repeti.
- Não temos provas concretas de que foi ela. Temos a acusação da Taylor Swift e Theo James.
- Eu sei. – Repeti.
- Vanessa ainda não disse nada, nem com a ex-namorada dela. Ela precisa confessar ou temos que achar provas para prender ela de vez. – John falou atrás de mim.
- Eu sei. – Repeti.
- O que vai fazer, Johnny? – John perguntou.
- Eu não sei. – Respondi e respirei fundo. – Eu não sei.

***

- Iremos completar quatro meses de namoro e gostaria de fazer algo divertido. – Falei. – Mas acredito que surpreendi elas de todas as maneiras, me sinto sem nenhuma ideia.
- Eu sempre levava Lily em diferentes restaurantes para ver qual ela iria gostar mais. Levava ela em parques ou alguma atração turística que tem por aqui. Ela amava ir no franklin square, pedi ela em namoro lá. – Taylor falou com ar tristonho. – Mas na maioria das vezes ficávamos na cama. Eu jogando alguma coisa e ela deitada em mim lendo um livro.
- Taylor, eu sinto muito por tocar nesse assunto. – Falei batendo em suas costas de leve.
- É bom lembrar dela, Joe. Eu gosto de lembrar dela. De nós. – Taylor sorriu.

     Vesti minha camiseta e fechei meu armário.

- Vou pensar nisso. – Falei. – Nunca levei a Demi para longe. Preciso conhecer ela melhor.
- Ela gostava de ir no bloco E, prédio 7, segundo andar, porta três. – Liam falou. – Se não me engano, meu quarto. – Ele riu.
- Liam, não mexe com quem está quieto. Você não está tão bem quanto acha. – Taylor.
- Não? Eu transava com duas irmãs, fiz o pai delas renovar contrato com nosso time. Não fiquei em uma posição ruim. – Liam deu de ombros. – Consegui financiar um carro com as alianças de noivado meu e da Cher.
- Você acha tudo engraçado, mas não vê a posição que deixou a Demi. Sua família não olha mais na sua cara, ela trabalha para poder estudar aqui ainda e tem vergonha de competir porque as pessoas vão olhar torto. – Falei ao chegar perto de Liam. – Acha engraçado?
- Joe, eu amava a Demi e só ela sabia tirar a sede que tenho. Ela sabia desde o início a situação que entrou. Ela quis ficar comigo mesmo sabendo que eu não iria terminar com a Cher até o contrato do time com o pai delas renovassem. Depois disso, eu iria ficar com ela. – Liam riu. – Só eu, você e a Demi sabia. Eu saio dessa história perdendo porque nenhuma garota quer dormir comigo, a Demi se sente humilhada e a Cher saiu daqui. Único que saiu ganhando foi você, então, antes de dizer qualquer coisa. Qualquer coisa. Lembre-se do que você fez com elas.
- Está me acusando de vazar isso para ficar com ela? – Empurrei Liam. – Acha que foi eu?
- Não vejo outra pessoa. – Liam.
- Não foi nenhum dos dois. – Demi entrou no vestuário. – Parem de brigar um com outro.

     Respirei fundo e olhei para Liam com raiva. Já ele não parava de olhar para Demi.

- Demi, podemos conversar? – Liam pediu.
- Joe, está atrasado. – Demi sorriu para mim. – Vamos?
- Claro, meu amor. – Sorri e peguei na sua mão.

     Liam virou as costas para seu armário. Sorri debochado e me despedi de Taylor que apenas ficou assistindo o que falávamos. Caminhamos juntos sem dizer uma palavra e quando chegamos no lado de fora do ginásio, Demi parou na minha frente e arrumou minha blusa.

- Não brigue mais com ele. – Pediu. – Vocês jogam juntos, moram juntos, eram amigos.
- Se não foi ele, quem foi? – Perguntei pegando na sua mão. – Quem foi que vazou isso?

     Demi passou a língua nos seus lábios e olhou para o céu. Insisti na pergunta.

- Foi o detetive Johnny Depp. – Demi respondeu. – Ele sabia.
- Como? –Perguntei abismado.

     Demi respirou fundo e soltou minha mão.

- Câmeras. Ele viu nas câmeras e deduziu alguns sinais. – Ela deu uma pausa. – Nós transamos algumas, poucas vezes.
- Você e o detetive? – Perguntei bravo.
- Sim. Eu pensei que seria bom. – Ela me olhou triste. – Eu falhei de inúmeras maneiras, Joe. Não espero que você entenda minhas atitudes, mas eu estava sozinha. Era sozinha. Pensava que era bom, que estava tudo bem, mas... – Ela encolheu os braços. – Ele me achava suspeita e acabamos transando na cabana, ele disse que era bom para termos confiança, eu iria ajudar ele. Nunca me pediu nada e eu achei que era só quisesse alguém aqui, você sabe, distrair.
- Porque ele falou? – Perguntei sem entender.
- Eu não sei. – Demi respondeu.
- Demi, você precisar relatar isso. Ele disse coisas sobre você que mudou e prejudicou sua vida aqui, com sua família, com todos. Ele disse quando nunca foi necessário. Isso te tornou vulnerável. – Puxei ela para um abraço. – Você tem que relatar sobre ele. Tudo.

2 comentários:

  1. Oi!
    Eu comentei aqui uma vez quando você comentou no meu blogue. Eu vim retribuir e disse que leria a fanfic.
    Então... eu acabei de ler tudo. E venho fazer um comentário completo sobre a fanfic.
    Eu adorei a fanfic! Não acredito que seja a Vanessa a assassina senão você teria terminado a fanfic e não precisaria de escrever segunda temporada, não é? É o que eu acho e é a minha ideia de todos os livros e fanfics de suspense/mistério que eu já li.
    Talvez o Justin esteja realmente no meio disso, mas a Vanessa eu tenho duvidas.
    Para ser sincera, e da "experiência" que eu tenho como leitora de suspense/mistério, prevejo que a assassina é alguma personagem pouco falada por você. Se estiver certa, eu prevejo ser ou a irmã da Taylor, ou a Ashley ou a Selena ou a Cara.
    Mas também estou indecisa com o Johnny. Não seria pouco provável ele ser afinal o assassino da Lily.
    Espero pelo próximo capítulo!

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    Respostas
    1. Fico feliz que tenha voltado e gostado da fic.
      Bom, o final será logo e espero que você continue gostando. Você pode se surpreender com o final.
      Beijos, Mirela.

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