#BadBlood2.0 - 33° Capítulo.


     Estava finalizando meu TCC de mulheres no mundo na arte e a porta da minha casa começou a bater. Deitei no sofá e esperei se alguém de casa iria abrir, mas lembrei que todos foram no mercado. Levei meu notebook até a cozinha e deixei em cima da bancada, caminhei lentamente até a porta de trás e vi uma sombra esperando.

- Jake. – Falei surpresa ao abrir a porta.
- Podemos conversar por um momento?
- Meus pais já vão chegar, melhor não. – Respondi.
- Taylor, eu pensei muito no que você falou. Em cada palavra. – Jake entrou na minha casa.
- Faz três semanas desde daquela noite na sua casa. – Dei alguns passos para trás. – Por favor.
- Eu só quero que você me escute. – Jake fechou a porta. – Você tem razão, você não tem obrigação de sofrer sozinha, deveria ter me dito antes. Não entendia antes, mas depois que aquele detetive foi suspenso do caso, eu vi que você tinha razão de fugir. Se você não tivesse fugido por contra própria, poderia ter morrido. – Ele se aproximou. – Olha o que aconteceu com você.
- Agora você entende?
- Não só entendo como peço desculpas por não ter entendido antes. – Jake me encostou na parede. – Eu quero te proteger, quero ficar com você.
- No que você está falando? – Comecei a rir.
- Eu quero você. Taylor, eu quero ficar com você. – Jake olhou nos meus olhos. – Você.

     Ele levantou meus braços contra a parede e começou a beijar meu pescoço. Escutei um barulho de carro por perto, meus pais tinham chegado.

- Por favor, vá embora. – Pedi enquanto sentia seus beijos. – Eu te procuro.
- Promete? – Ele me olhou.
- Sim. Eu vou te procurar.

     Abri a porta da cozinha, ele me puxou para parede e me beijou. Um beijo ardido e intenso, sua mão deslizava pelos meus cabelos.

- Vá. – Pedi rindo.

     Ele saiu com passos apreçados e acenou ao atravessar a rua. Passei a mão nos meus lábios e fechei a porta. Fiquei esperando meus pais entrarem na casa.

- Taylor, esta acordada? – Minha mãe gritou na porta da frente.
- Estou aqui. – Respondi sorrindo.

***
- Zac! – Chamei.
- Ashley, como vai? – Ele perguntou ao virar para trás.
- Vanessa perguntou sobre você. – Falei mantendo seriedade.
- Pensei que ela não tinha tido nada. – Ele disse. – Ela falou com você?
- Ela só disse “como está o Zac? ”. – Repeti. – Ela só disse isso em meses, melhor visitar ela.

     Virei as costas e segui caminho oposto, ele me chamou, continuei andando. Ele tocou no meu ombro e parei de andar.

- O que quer? – Perguntei irritada.
- Você me trata mal por nunca ter feito nada. – Ele sorriu. – O que te fiz?
- Eu não sei. Nunca deixou meu namoro seguir. – Respondi irônica.
- Vanessa tem vergonha e ela sempre disse que me amava. – Zac retrucou. – Eu nunca estraguei o relacionamento de vocês. Ela dizia que acabou, eu acreditava nela.
- Ela tem vergonha de ser lesbica e eu não preciso de uma garota assim na minha vida. – Sorri. – Vanessa nunca me amou de verdade, mas agora me sinto amada. Eu só fui vê-la porque acharam que ajudaria ela dizer algo, mas não é de mim que ela precisa.

     Me afastei e voltei a andar.

- Eu sei porque ela quer me ver. – Zac gritou.
- Eles nos deram um quarto para ter uma chance de ficarmos juntas. Se você pedir um... – Gritei.
- Ashley! – Ele me chamou e continuei andando. – Ashley, na noite que a Lily morreu eu estava com ela.

     Parei de andar e me virei lentamente para ele. Sua expressão era neutra, ele andou até mim.

- Ela estava comigo. Acho que é por isso que ela quer me ver.
- E porque nunca contou a polícia sobre isso?
- Dois dias antes, disse uma discussão com Lily sobre ela maltratar Vanessa na natação. Eles me interrogaram por causa disso. Eu não quis falar. – Zac explicou.
- Não quis falar para tirar o seu da reta. – Apontei o dedo no seu rosto. – Nunca se importou com ela. – Comecei a rir.
- Nunca me importei? – Zac ficou na minha direção. – Quatro anos juntos, ela me traiu com você, disse que agora gostava de mulheres, eu aceitei, nunca falei nada. Ela brigava com você, vinha falar comigo. Ela ficava com você, vinha falar comigo. Sai da posição de namorado e virei melhor amigo sem nunca pedir. Ela pedia conselhos para lidar com mulheres, como agir na hora H com mulheres. Ela nunca me permitiu parar de gostar dela. – Zac segurou a raiva. – Nunca tive espaço e ela me usou porque os pais delas são evangélicos. Ela gostava de você, tinha você, mas ela vinha até mim para pagar seus pecados.
- Pecados? – Comecei a rir. – Eu fiz ela pecar?
- Era horrível, Ashley. – Zac olhava em volta. – Ela dizia coisas para mim sem perceber que me machucava. Ela dizia que te amava, mas eu tinha que curar ela de uma maneira forte. Ela não gostava mais de mim e dizia que o mundo poderia ser diferente para ela ficar com mulheres. Eu me sentia horrível, mas eu gostava dela e ignorei tudo isso. Tudo.
- Ela me machucava. Eu vi vocês transando e ela disse que te amava. – Dei de ombros.
- Ela dizia isso durante o sexo. Eu achava que era verdade, mas depois ela não olhava na minha cara. – Zac baixou a cabeça. – Eu acordei agora para nossa relação e vi que eu machuquei você. Mas me machuquei.
- Vá ver ela. – Falei e ignorei o que ele disse. – Eu estava feliz até ver ela. Vá ver ela.

***
- Então, eu deixei algumas mulheres que dormi destruírem minha carreira? – Falei com deboche.
- E Katy. – John me corrigiu.
- Entre meus irmãos, só faltou eu. – Comecei a rir e peguei uma bebida. – Qual é o plano dela?
- Eu não sei, agora que ela foi reintegrada como detetive superintende, poderá fazer o que quiser.
- Você ainda está no time?
- Sim. – John respondeu. – Nós conversamos.
- John, agora não quero saber sobre os dois. – Cortei a conversa. – Nem dela.
- Johnny, você ainda tem uma carreira. Você é bom no que faz. – John falou. – Você errou, admite. – Ele riu. – Não deveria ter lidado com as coisas no jeito que lidou. Houve consequências.
- John, você está cego de amor ou o que? – Levantei e fui em sua direção. – Eu não tenho carreira porque toda essa merda explodiu. Eu estou na capa da revista mais lida do país dizendo que sou irresponsável de diversas maneiras. Elas me derrubaram.


Aviso.
Eu irei postar #BadBlood e #SadBeautifulTragic simultaneamente e peço desculpas a todos que pensaram que iria abandonar Bad Blood. Foi irresponsável de minha parte não avisar quando retirei todo o catalogo para correção de português e layout.
Peço a colaboração de todos para comentários (está disponível em anônimo) para um maior incentivo. 

2 comentários:

  1. Olá!
    Antes de mais, agradeço por ter me respondido e ter voltado a postar "Bad Blood". Fiquei feliz por saber que não iria abandonar.
    Sobre esses dois novos capítulos: eu sabia que não era a Vanessa! E tinha ideia que ela pudesse estar com o Zac. Eu acho que o problema da Vanessa é só mesmo não se revelar lésbica ou bissexual. Agora assassina não penso que seja.
    Ficarei aguardando um novo capítulo!

    Beijos.

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    Respostas
    1. Fico feliz em esclarecer o que houve e fico muito feliz que tenha gostado dos capítulos postados. Espero que goste dos próximos.
      Vamos ver o desenrolar da Vanessa. Talvez o problema seja a sexualidade ou não...
      Beijos, Métis.

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