11 fevereiro 2018

Running – 7° Capítulo.


- Quanto tempo passou planejando isso? – Demetria pergunta com curiosa ao passar os olhos pelas anotações de Wilmer.
- Quando se passa muito tempo na solitária você cria um hobbie.
- Mas aqui tem informações mais sigilosas....
- Esse homem matou um guarda e machucou uma visitante. Ele tinha inimigos.
- Então você não fugiu da cadeia sem ajuda de ninguém. – Demi concluiu.
- Não. – Wilmer sorriu. – Vai me ajudar a prendê-lo?
- Tenho alternativa?
- Não tem.
- Amanhã entregarei isso ao meu chefe para aprovar as investigações com a condição de ver minha filha pessoalmente. Nunca fiquei tão longe dela apesar de você me culpar.
- Como posso confiar em você? – Wilmer pergunta.
- No mesmo jeito que estou confiando em você agora.
- Amanhã à noite irei te ligar para mais instruções.
Wilmer começou a dar passos lentos para trás observando Demi parada.
- Não pegue sua arma agora. – Avisa.

Demetria observou Wilmer pegar o elevador e desaparecer do terraço. Ela correu para pegar sua arma e observou pela última vez Yoki na lanchonete – sua intenção era gravar a fisionomia do homem.
Guardou sua arma na cintura e desceu o elevador mais aliviada. Andando pela calçada, Demi percebeu que ainda tinha pessoas a seguindo – provavelmente capangas que buscam qualquer tipo de promoção do Thomas. Sem ter muito o que esconder, continuou a andar mais tranquila. Seu coração apertava no peito em sentir que estaria mais perto de ver Alexa.

***

Abriu seus olhos e sua visão estava embaçada, relaxou seu corpo na cama e voltou a abrir os olhos novamente. Dessa vez enxergava melhor o ambiente em sua volta, o som da televisão no lado de fora do quarto chamou atenção de Demetria que levantou com calma e andou com quase que rastejando para sala onde voltou a deitar no colo de Joseph – que sorriu ao ver Demi de bom humor desde que a viagem de ambos fora interrompida.

- Como está hoje? – Perguntou acariciando os cabelos de Demi.
- Para ser sincera, estou bem. – Sorriu aliviada.
- Fico feliz. Estava pensando em fazer algo hoje para aliviar toda essa pressão.
- Por mim, ficaria em casa com você. Dessa porta para fora só temos problemas.
- Como está em relação a Alexa, Demi?
- Ruim, é claro. Tenho medo do que minha filha está presenciando ao lado de Wilmer e no que ele é capaz de fazer. Sinto falta dela, mas existe uma parte de mim que acredita que ele não é capaz de machuca-la.
- Ele tentou matar você. – Joseph a lembrou deixando-a estremecida.
- Eu lembro disso.
- Você não sabe o que ele é capaz de fazer Demi
- Joseph! – Demi levantou-se e gritou. – Por favor, não.... Estrague as coisas! – Tentou se acalmar sozinha. – Me dói e me corrompe saber que Alexa está com ele, mas eu não sei o que fazer agora sobre isso. Tudo que eu quero é ela ao meu lado novamente, mas o que eu irei fazer se não acreditar que ela está bem. Quer dizer, ela está bem. Você viu aquele celular, os vídeos, as fotos.... Lexa brincando, sorrindo e.... é tudo que eu tenho agora.
- Não quero magoa-la, apenas...
- O que?
- Nada. – Joe tentou abraça-la. – Apenas não acredite nele. Wilmer não presta.

Os lábios dos dois se tocaram pela primeira vez a muito tempo e o beijo era sempre caloroso, mas durou poucos segundos quando Demi interrompeu para verificar seu celular que acabará de vibrar em sua perna. Abriu a notificação e era um e-mail de Thomas autorizando a sua nova investigação com Wilmer.
Ela sorriu ao ler a autorização, Alexa estava mais perto de voltar aos seus braços.

- É sobre o que esse caso?
- Venho trabalhando nele algum tempo. – Responde vagamente. – Sobre um russo que matou cerca de trinta mulheres e ganhou condicional. Nem todos os corpos foram achados e eu reuni informações que ajuda a pega-lo.
- Russo?
- Seu nome é Yoki Scammender. – Diz deitando no ombro de Joe que estremeceu ao ouvir aquele nome.
- E você sabe o que mais sobre ele? Precisa de ajuda nesse caso?
- Sabe que trabalhamos melhor separados. – Demetria responde voltando a beijar Joe.

Joseph abriu um falso sorriso tentando transmitir confiança, mas sua cabeça começou a doer – era aquelas dores de cabeça repentinas quando se leva um choque. Apenas de ouvir o nome de Yoki Scammender o deixou infeliz, mas ao lado de Demi ele jamais queria permitir que ela o visse assim. Ela era a luz de sua vida e moveria o mundo por ela.
Demi levantou a blusa de Joseph para tira-la voltando a beija-lo com mais intensidade. Era a primeira vez que ela se sentia vida desde que a escuridão voltou a domina-la, sentir a pele de Joe sobre a sua era uma das coisas mais favoritas de sua vida. E mais uma vez, ela tinha certeza que o amava e todo o calor que carregava dentro de si.
Ela se levantou e despiu seu pijama onde já estava completamente nua por baixo, passou a mão pelo seu próprio corpo e agarrou as palmas da mão de Joseph manuseando por todo seu corpo. Nessas alturas Joseph já estava excitado em provar o corpo de Demi novamente ao seu, seus dedos desciam com lentidão pelas pernas da Demi onde começou a beija-la com carinho, mas Demi tinha pressa e sentou no colo de Joseph sentiu seu pênis ereto entre suas pernas.

- Senti sua falta, Demi. – Diz como um sussurro em seus ouvidos voltando a beija-la.

Com ajuda de Demi, Joe levou sua calça até o chão da sala e a penetrou com força fazendo a soltar o primeiro gemido da noite. Seus olhos reviravam-se de tesão e seu pescoço já começará a suar com o calor do ambiente. Beijando todo seu corpo, Joseph agarrou a bunda de Demi para penetrar cada vez mais forte dentro de si. Como era bom sentir isso, foram as únicas horas que Demi conseguiu desligar-se dos seus problemas e sentiu que sua vida estava bem novamente.
O sexo se tornará ainda mais forte e a cada vez que voltavam a se tocar, o tesão dobrava entre eles. Do sofá para cama, da cama para o chuveiro. Não era uma surpresa, mas ainda tinha uma paixão grande entre eles e uma sintonia perfeita entre seus corpos.
Demi deixava a agua cair pelo corpo de Joe e beijava todo seu peitoral enquanto massageava o pênis de seu amado, os dois se banhavam juntos enquanto trocavam caricias. O celular de Demetria começara a tocar onde ela o deixou longe sem ligar, mas as ligações insistiam e como nada bom dura para sempre. Era como se a agua fria caísse sobre a consciência de Demi naquele momento.

- Espere um minuto! – Demi diz saindo do box.
Ela enrolou-se em sua toalha e saiu do banheiro deixando pegadas molhadas pelo caminho, seu celular ainda estava em cima do celular e o número desconhecido na tela a chamou atenção. Olhou para trás para verificar o que Joseph fazia, ele ainda estava tranquilo tomando banho.

- Pensei que não atenderia! – Wilmer ainda continua risonho.
- O que quer?
- Quero saber sobre a autorização, podemos começar a trabalhar?
- Sim, eu consegui! Já é 22h, deixamos isso para amanhã.
- Agora!

Demi bufou e olhou rapidamente para o banheiro Joseph tomando banho.

- O que é de tão importante fazer hoje?
- É sua decisão, Demi. Hoje ou faça isso sozinha!
- Onde devo te encontrar?
- Eu irei te encontrar hoje. Te ligarei daqui a uma hora para você ir ao estacionamento de onde costumávamos levar Alexa quando estava triste.
- Oh, você não ousaria.
- Cabe a você tomar a decisão. Eu irei espera-la.

Wilmer desliga o telefone e Demi olha para trás levando um susto ao ver Joe enrolado em uma toalha a olhando.

- Aconteceu alguma coisa?
- Sim.... Ah.... Preciso sair agora. É sobre meu novo caso. – Demi estava perdida com suas informações. – Agora.
- Agora? Hoje é sábado, já são dez horas da noite.
- Sim, sim. Eu sei disso, mas eu preciso ir resolver isso logo porque tenho um informante que precisa de mim.
- Acharam Yoki? – Joseph pareceu interessado.
- Não sei exatamente. Escute, tentarei voltar em breve, tudo bem!? – Demi abriu um sorriso. – Quando tudo isso acabar.... Hoje será a nossa realidade de todos os dias, Joseph.

Ela o beijou rapidamente e foi para o quarto trocar de roupa. Seria a mesma roupa que usou no dia anterior e prendeu seu cabelo em um coque alto deixando algumas gotas caírem quando mais se mexia. Demi acenou para Joseph ao fechar a porta da casa.

***
- Mamãe virá?
- Espero que venha. – Responde observando a filha no banco do passageiro brincando com uma boneca. – Prometi que ela viria e ela virá.

Wilmer arrumou o seu boné e olha distraidamente o estacionamento vazio. Ele estava no último andar no estacionamento do parque favorito de Alexa. No entanto, a filha sempre teve medo de altura e eles sempre estacionaram no segundo piso – onde Demi já tinha chegado e aguardava a ligação de Wilmer para mais instruções. Quando se passou uma hora, Wilmer ligou para Demetria para confirmar seu paradeiro, já estava no local.

- Escute, Lexa, sua mãe chegou e eu irei busca-la agora. Não iremos demorar, então, vá para o banco de trás, irei trancar você aqui dentro e fique deitada. Quando bater assim no vidro.... – Wilmer demostrou dando dois toques no vidro. – Você levantará, tudo bem?
- Sim, papai. – Alexa respondeu atenta as instruções.

Wilmer beijou a cabeça da filha e ajudou-a pular para o banco de trás onde viu a filha rir enquanto deitava com sua boneca no colo. Saiu do carro e tirou o revolver, descendo três rampas, ele já conseguia avistar Demetria.
Ambos apontaram a arma com sincronia um para o outro.

- Sua arma, por favor. – Wilmer pediu. – Entregue lentamente pelo cabo.

Demi começara a rir, era uma situação que a deixava ainda mais nervosa com a situação.

- Tudo bem. – Responde entregando seu revolver pelo cabo, Wilmer guardou na sua cintura. – Vamos subir a rampa.

Demi passou por ele – que continuava a apontar o revolver, mas logo o guardou. Em silencio, subiram as rampas e foram em direção ao único carro no estacionamento. Era um péssimo carro que terá concluiu que Wilmer roubou de um ferro-velho qualquer.

- O que faremos aqui? – Demi pergunta.

Sem responde-la, Wilmer passa por Demi e encosta no carro batendo duas vezes no vidro. Demi percebeu uma movimentação no carro, ele abriu a porta e Alexa pulou do carro correndo para encontrar os braços de sua mãe que chorou ao sentir o abraço de sua filha novamente.

- Como você está, Lex. Você está bem? Como está se comportando?
- Tô bem, mamãe. Nós estamos brincando muito. – Responde risonha. – Estava com saudades.
- Também estava com saudade. – Demi volta abraça-la de maneira quase sufocante.
- Seu pai está cuidando bem de você.... Está comendo bem, dormindo...?
- Uhum. – Alexa concorda com a cabeça. – E ganhei uma boneca nova. – Mostra uma boneca de pano para a mãe que ria de satisfação ao ver sua pequena.

Wilmer afastou-se das duas para dar privacidade. Ele abriu a porta do banco de trás e pegou uma pasta. Depois de alguns minutos de euforia, todos estavam mais calmos com a situação e, então, Wilmer entregou para Demi a pasta.

- Aí está tudo que tenho.
- O que é isso? – Perguntou abrindo a pasta.
- O mapa que fiz dos corpos. A margem de erro é de 1km para norte ou leste.

Demi observou com atenção e assentiu.

- Tudo bem. – Responde. – E depois?
- Apenas investigue isso primeiro. – Wilmer diz.
- Quanto Alexa?
- Ficará com o pai por um tempo. – Wilmer sorri. – Pouco tempo, se depender de você.

Demi concorda com a dor no coração em separar seus braços de sua filha novamente sem ter previsão de quando a verá. Alexa abraça a mãe pela cintura apoiando-se nas pontas dos pés, acena e entra no carro novamente de maneira tranquila. Para a criança, aquilo era como há dois anos trás quando seu pai a levaria para a escola e ela se despedia da mãe em casa ou no serviço. Wilmer fecha a porta e entrega a arma de Demi, ela olha pelo vidro a filha já distraída com sua boneca,

- Ela está bem comigo, não se preocupe com ela. – Wilmer garante perspicaz.
- Apenas quero acabar com isso logo.

Wilmer entra no carro e da partida passando por Demi e some pelo estacionamento deixando-a sozinha com uma pasta e revolver na mão.

2 comentários:

  1. mto bom eu estou adorando a fic

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    1. Fico feliz que tenha gostado. Irei fazer uma maratona em breve.

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