Rio de Janeiro, 17 anos. Sonha em ser escritora. Ama chocolate e sorvete! Viciada em animes, k-pop, doramas e livros de ficção.
Há um velho poema de Neruda pelo qual eu sempre fui fissurada e uma de suas linhas grudou em mim desde o primeiro momento em que o li. Ele diz “o amor é tão curto, o esquecimento é tão longo.” É um verso que sempre relacionei aos meus momentos mais tristes, quando eu precisava saber que mais alguém se sentia exatamente da forma como eu estava me sentindo. E então, quando estamos tentando seguir em frente, os momentos que nos lembramos não são os piores momentos. São os momentos em que você vê faíscas que na verdade não estavam lá ou em que sente as estrelas alinhadas sem ter prova alguma, vê o futuro antes dele acontecer e então isto escapa sem nenhum aviso. Estes são momentos de esperança e extrema alegria, intensa paixão, pensamento ilusório e, em alguns casos, a inimaginável desapontamento. E, na minha cabeça, cada uma dessas memórias se parecem uma só. Eu vejo estes momentos em brilhante e ardente vermelho.

Running – 2° Capítulo.


Demetria girava sua cadeira de um lado para o outro pensativa e impaciente. Seus olhos fitavam a mesa com papeladas e fotos do último homicídio de Wilmer. Ela olhava para as fotos da vítima espancada e tentava entender o porquê de Wilmer mudar sua assinatura, de demostrar mais ódio. Ela assustou-se com Joe batendo em sua porta.

- Alguma notícia? – Perguntou abrindo um falso sorriso.
- Acabamos de receber mais um chamado. – Joe respirou fundo. – Posso comandar essa investigação, Demi, é só você pedir para sair.
- Dois anos... – Demi distraiu-se com seus pensamentos. – Dois anos passam pelos nossos olhos sem percebemos. – Ela riu sozinha. – Conheci Wilmer bem o suficiente para saber que ele planejou isso durante esse tempo. Essa é minha investigação.

Demi levantou-se da cadeira e deu um forte abraço no amado. Ele beijou seu pescoço e a seguiu para fora do escritório. Em carros distintos foram até o local da nova vítima e Demi percebeu que o velho padrão de Wilmer era o mesmo. Uma bela casa concentrada próxima ao centro da cidade. Ao entrar na casa, o tumulto entre a equipe forense e policiais.
Joe, chefe legista, seguiu sua equipe para estudar o corpo e Demi foi para o caminho oposto onde seu assistente conversava com uma mulher mais velha cujo o rosto estava avermelhado e inchado.

- Sou a detetive Demetria Lovato. – Demi abriu um pequeno sorriso.
- Sei quem é. – A moça respondeu com certo desdém em sua voz.
- Certo... – Ouve um silencio no ambiente. – Podemos conversar sobre o ocorrido?
- Minha irmã é promotora e eu sou enfermeira. Quase não nos encontramos em casa, mas ao chegar em casa essa manhã depois do meu plantão.... Ela era promotora... – Voltou a chorar. – Vi que seu carro estava na garagem ainda e quando fui ver se ela tinha se atrasado para trabalhar. – A moça balançava a cabeça. – Estava morta.
- Sinto muito pela sua perde. – Demi apoiou sua mão no ombro como consolo.
- Ouvi falaram que é aquele homem que fugiu. Seu ex-marido, não é?
- Sim! – Demi contorceu os músculos da boca. – É ele e eu prometo a você que ele vai pagar por isso.

Demi virou as costas passando a mão em sua testa suada. Sentia seu corpo quente e por alguns segundos estava zonza no ambiente tumultuado. Quando voltou a si, Joe parou em sua frente com um olhar cabisbaixo.
- Você está bem? – Perguntou.
- Estou... – Demi respirou fundo. – Pare de me perguntar isso, por favor.
- Achamos isso com a vítima. – Joe levantou um pequeno saco plástico. – É para você.

Joseph entregou um par de luvas para Demetria que rapidamente a vestiu e tomou o saco plástico abrindo-o. Tinha pequeno bilhete, ela tirou com delicadeza porque já estava rasgado e leu a mensagem. Era a caligrafia que Wilmer usava para seus bilhetes assassinos.

“Demi,
Como vai?
Eu senti sua falta e você não falará o mesmo para mim. Espero vê-la em breve.
Wilmer Valderrama.”

Demi entregou o pequeno bilhete para Joe novamente e saiu da casa procurando ar fresco. Sua respiração estava acelerada. No lado de fora da casa já acumulava um pequeno grupo de jornalistas e vizinhos curiosos. Alguns a chamavam, mas ela ignorou.
Voltando para a porta da casa, Demi chamou sem assistente.

- Connor, mantenha-me atualizada. – Pediu. – Avise Joe que vou sair.

Pegou as chaves do carro no bolso e deu partida. Ela apertava o volante impaciente e atravessa os faróis no vermelho. Ela poderia ouvir Wilmer sussurrar em seu ouvido: espero vê-la em breve. Ao chegar no destino, ela olhou pela janela o pequeno prédio e um velho nome que chegou a pensar que nunca mais veria.
Ao sair do carro, na janela, viu um aceno. Ela acenou de volta e atravessou a rua. Ao esperar na porta leu o nome anunciante.

- Já estava me esperando? – Demi perguntou ao receber um sorriso.
- Cedo ou mais tarde, você viria. – Respondeu.
- Então soube. – Demi entrou e tirou sua jaqueta.
- A capital inteira já sabe que Wilmer fugiu. Devemos nos preocupar?
- Sabendo dessa vez que é o homem que costumava dividir a cama... Sim, Miley.
- Estou aqui para ajudá-la, Demi. – Miley guiou Demi pelo escritório.
- Achei que tinha o superado... superado o medo dele, da culpa, mas ele ainda me tem como sua eterna refém. Sinto que posso ter outro colapso, Miley.
- Que bom que veio até mim dessa vez. Já é um começo, Demi.

Dois anos atrás...
- Ela pediu para chama-la. Só quer conversar com você. – Joe disse impaciente andando pela casa. – Está lá dentro faz mais de catorze horas. Sem comida, sem água.
- Como foi que ela parou lá? – Miley perguntou parando na bancada da cozinha.
- Normalmente ela tem muito pesadelo. – Joe bufou. – Quase toda noite. Alguns são mais cruéis do que outros, mas eu consigo lidar com ela. Até que esse mês as coisas ficaram piores. Nós vamos dormir e quando ela tem um pesadelo levanta correndo e se tranca no quarto do pânico. Como essa noite. Ela ainda não saiu e estou preocupado com seu estado mental.
- Esse mês seria o aniversário de casamento dos dois e é o mês do aniversário de Alexa, além do julgamento dele ser esse mês. Ela tem muito o que pensar, Joe. – Miley buscou ser positiva. – Prepare um lanche que levarei para ela, mas quando ela sair... Preciso do seu consentimento para iniciar um tratamento com Demi. Ela precisa lidar com esse trauma o mais cedo possível.

6 comentários:

  1. li a mini fic agora e adorando essa continuação
    ta mto boa so continua

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    1. Fico feliz que tenha gostado. Postarei em breve.
      Beijos.

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  2. adorando esta fic como tudo que vc posta
    espero que tenha mais participao da miley sou fa dela
    posta logo

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    1. Fico feliz que esteja gostando Gaby.
      Em breve postarei o próximo e Miley apareça com certa frequência.
      Beijos.

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