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20 agosto 2017

BadBlood 2.0 | Epílogo.


Quatro anos após o homicídio de Lily Collins.
- Vai passando os meses e menos pessoas aparecem.

Olhei para trás e sorri ao ver Taylor Lautner com um buque de flores para colocar no tumulo de Lily. Abri espaço para ele e o deixei a sós com ela. Já Lautner colocou o buque ao lado de sua lapide e voltou a olhar.

- Depois de tudo você ainda consegue vir aqui? – Perguntou de maneira sincera. – Por que?
- Eu não sei. – Sorri. – Lily e Harry estão aqui e eu só consigo seguir em frente imaginando que eles foram capazes de fazer o mesmo.
- Vi você no jornal, Taylor. – Lautner sorriu fraco. – Dizendo que Miley não era a única culpada.
- Sei o que fiz. – Baixei a cabeça. – Você pediu para parar e eu parei.
- Não sei se você lembra, mas foram tempos agoniantes ficar naquele lugar sem ter uma resposta e você foi responsável por nos dar respostas mesmo que você tenha sofrido por isso. – Lautner se aproximou. – Quando pedi para você parar de dizer que existia outros responsáveis, quis dizer para você não machucar na nossa ferida. Pensar na família de Lily, na sua, em todos que acompanharam.... Eu

Arrumei meu cachecol e entrei a rosa que carregava nas mãos. Coloquei em frente a lapide de Lily.
- Vou deixar você sozinho. Irei ver Harry agora.

- Taylor... – Ele chamou-me.

Virei para trás.

- Você tem que parar de culpar a si mesma por tudo que aconteceu. É um fardo muito grande para uma só pessoa.
- Não quando eu tenho o sangue deles nas mãos.

***
- O que achou? – Cher e Karlie vieram em minha direção.
- Confesso que não prestei tanta atenção. Não era você desfilando. – Sorri.
- Fala sério, Theo. Demoramos meses para fazer essa coleção. – Cher respirou fundo. – Eles vão assinar.
- Não entendo nada disso, mas são bonitas. – Abracei-a. – Você já conseguiu.

Cher deu um longo selinho e passou a mão nos meus cabelos de forma deliciada.

- Falou com Taylor? – Karlie perguntou.
- Já faz algumas semanas que não conversamos. – Respondi sério. – E você?
- Não falo com ela já faz um bom tempo. – Karlie fingiu um sorriso. – Ela deve estar bem.
- Irei voltar essa semana para vê-la. – Contei.
- Eu vou para Croácia na próxima semana. – Cher com desconfiança no olhar.

Levantei e dei o lugar para ela sentar.

- Não posso acompanhar você em todos os desfiles. – Lamentei. – E Taylor é uma grande amiga, na última vez que conversamos foi uma briga e eu não quero que ela pense que não estou no lado dela.
- A questão é que ela não esqueceu essa história depois desses anos. – Karlie.
- Você já se colocou no lugar dela para saber se esqueceria? – Desafiei Karlie com ignorância.

Ambas ficaram mudas e encarando uma a outra.

- Cher. – Agachei em sua frente. – Eu amo você, sabe disso, mas você tem que confiar em mim.
- Confio. Lembro que Taylor levou você para o buraco...
- Ela não levou ninguém a lugar nenhum além da verdade. Era o que ela sempre procurou e se vocês querem saber.... Ela tem razão quando disse que Miley não era a única culpada, só não conseguiu provar. É um fardo muito grande sobreviver e lidar com tudo que ela lidou.

***

- Em breve você vai se formar, Vanessa. – Sorri e abracei-a.
- Você é o que eu mais tenho que agradecer, professor Jacob. – Retribuiu o abraço. – Estou meia atrasada em comparação a minha turma, mas antes tarde do que nunca, certo?

Vanessa sorria com nervosismo e ansiedade.

- Fique calma. – Falei. – Você está linda nesse vestido e sairá daqui como uma ótima advogada.
- Tudo porque você ajudou muito.
- Todo o credito do seu sucesso até aqui e futuramente é seu. – Segurei em seus braços. – Só seu. Eu sou só um professor de literatura.
- Que foi meu amigo durante todo esse tempo e ajudou a limpar meu nome. – Vanessa enfatizou.
- Foi um prazer. – Sorri.
- E como foi com ela em Massachusetts? – Vanessa perguntou.
- Não foi como esperava, mas não vamos pensar nisso. – Respondi.
- Acho que Taylor não quer ninguém que lembre o passado. – Vanessa sugeriu. – Ela que está perdendo, professor.
- E você? Resolveu o que quer?
- Sobre Zac e Ashley? – Demos risada. – Eu estou sozinha no momento querendo andar com minhas próprias pernas. Nós somos grandes amigos. Devo muita coisa a eles, foram os únicos acreditarem na minha inocência. Só que aos poucos fui me afastando. Nós vemos sempre. – Vanessa falou de forma maliciosa. – Só que não é nada sério. Para ser sincera, eu não consigo escolher apenas um deles.

***
- Pode entrar. – O guarda autorizou.
- Demi! – Miley sorriu. – Finalmente voltou aqui.
- Estive ocupada. – Respondi. – Como está, Miley? O que aconteceu com seu rosto?
- Uma briga, nada demais. – Respondeu com pouco caso. – Como você está?
- Bem. – Miley sentou. – Faz muito tempo desde que veio aqui, você prometeu vir todo mês.
- Estive ocupada. – Repeti.
- Estou aqui por nós duas. – Miley cobrou. – Arranjasse tempo para mim.
- Prometo vir toda semana até chegar seu dia. – Sorri. – Está nervosa?
- Claro! – Miley riu. – Estar no corredor da morte nunca foi parte dos meus planos, mas sempre nos adaptamos com que a vida nos da. – Miley forçou certa positividade.
- Está marcado para quando?
- Daqui duas semanas. – Miley bufou. – Já fiz minha lista de convidados e escolhi o que vou comer na semana. – Riu. – Você virá?
- Claro. Quem chamou?

***
- Nick. – O chamei. – Veja o que chegou.

Nick saiu da cozinha e pegou as correspondências da minha mão. Ele abriu a primeira que vinha da penitenciaria onde Miley estava presa. Ele devorou a carta.

- Está nos chamando para ir no dia sentença de morte dela. – Nick engoliu a seco.
- Você quer ir? – Perguntei.
- Seria a primeira vez que veria ela desde o tribunal. Ela nunca quis nos ver. – Nick jogou a carta no chão. – Não vale a pena.
- Eu quero ir! – Falei seria. – Você tem suas frustações sobre ela, mas também tenho a minha.
- Selena, temos a Julie. – Nick. – Nossa filha. Prometemos esquecer disso por ela.
- Por isso mesmo eu vou. – Fui até Nick. – Preciso ver com meus olhos que ela não irá mais perturbar nossas vidas de longe. Não irá existir.
Nick pensou muito e pegou Julie no quarto que começava a chorar.
- Tudo bem. Vá sozinha. – Ele sorriu. – Apenas não quero que te machuque.
- Ela não pode me machucar mais.

Peguei Julie de seu colo e o beijei lentamente. Ele nos abraçou e beijou a testa de Julie.

- Ela não pode mais nos tocar. Somos uma família, Nick, lembre-se disso.

***
- Katy, está pronta?
- Me diga você se estou.

Fechei minha mala e virei de costas, Katy estava nua na porta do banheiro. Sorri desajeitado e balancei a cabeça ao saber o que viria agora.
Katy veio em minha direção e puxou-me pela gravata indo em direção a cama. Comecei a tirar minhas roupas sem separar nosso beijo quente.

- Só não podemos nos atrasar. É hoje o dia que Miley...
- Eu sei. – Katy tampou minha boca. – Não fale dela agora, aproveite sua vista.

***
- Eu preciso dar apoio a Miley. – Insisti enquanto me arrumava.
- Depois de tudo que ela fez. Não entendo, Demi.
- Joe! – Segurei seu rosto. – Ela precisa de apoio e eu sou essa pessoa para ela.
- Miley fez tanto mal as pessoas que eu não entendo como pode ser boa para ela. – Joe alisou meu rosto. – Apenas tome cuidado e se Taylor aparecer...
- Que apareça, não faz diferença para mim. – Dei um beijo em Joe. – Fique tranquilo.

***
Desci do taxi e vi Jared parado na entrada da penitenciaria.

- Ela convidou você também? – Perguntei com uma longa distância.
- Sim. – Jared jogou a bituca do cigarro no chão. – Como você está, Taylor?
- Vou bem. – Sorri.
- Espero que seja verdade o que diz. Depois do que vi sobre você.... Tenho arrependimentos de contar tudo o que aconteceu. – Jared tentou se aproximar. – Eu nunca vou te machucar.
- Não tenho medo disso, apenas não quero você perto de mim. – Olhei em volta. – Só queria arrumar as coisas que estão erradas, mas já me importo com isso.
- Você sabe que não é possível isso. – Jared começou a andar para dentro da penitenciaria.

Acompanhei ele alguns passos atrás. Passamos por toda a segurança e fomos guiados a um corredor frio e branco onde estava Demetria, Selena, Taylor Lautner, os detetives Katheryn e John. Fiquei no canto do corredor sozinha, Jared ainda estava próximo, mas sem manter nenhum contato comigo.
Demorou um bom tempo para entrarmos em uma pequena cabine escura. Sentamos afastados uns dos outros sem conversar. Tudo ficou claro quando acenderam as luzes da sala que iriamos assistir Miley ser executada. Não demorou muito para ela chegar algemada, pela primeira vez, vi Miley com uma expressão séria e medonha. Sentia o medo em seu olhar. Ela olhou para todos nós e não fez nada além de sentar na cadeira. Colocaram as amarras nela.

- Quer dizer suas últimas palavras? – O médico perguntou.
- Demi... – Miley limpou a garganta rouca. – Você não cumpriu sua promessa de me visitar, deixou que meu nome seja esquecido, não deu o que prometeu a mim por estar aqui e por isso digo que Taylor estava certa em dizer que não agi sozinha. Você tem uma inimiga aí, Taylor!

Todos ficaram em choque e Demi começou a rir.

- Tenho arrependimentos, mas não por esse momento. Apenas lamento pelos meus pais não terem coragem de vir aqui hoje, apenas digam que eu os amei muito e talvez não imaginem, mas amei Nick o quanto pude. – Miley encarou Selena. – E você também. Só isso que gostaria de dizer.

Ficamos parados e o detetive John me olhou e deu sinal sobre Demi. Ignorei. Quando fui atrás dele, ele apenas riu e mandou esquecer tudo isso. Eu esqueci.
Aplicaram grandes doses de injeções no corpo de Miley. Minutos depois ela começou a tremer na maca babando em sua roupa. Sua agonia tocou meu corpo e durou minutos que pareciam hora. O monitor cardíaco que estava conectada começou a apitar dando sinal que ela já tinha morrido.
O médico desligou as maquinas e as luzes deixando tudo escuro novamente. Ninguém levantou, apenas ficando ali relembrando os minutos atrás. Seu último suspiro de uma vida cheia de escolhas ruins como todos nós aqui presente fizemos.
Levantei e sai correndo procurando um banheiro. Vomitei todo meu café na privada. Sai lavando minha boca e comendo todas as balas que achava pela bolsa.
Sai do banheiro e alguns já tinham ido. Taylor Lautner sorriu ao me ver e abraçou-me, dei leves tapas em suas costas.

- Ela deu razão a você, não tinha porque ela mentir e isso me faz pensar que você estava certa.
- Taylor... Eu demorei muito tempo para esquecer isso e eu não quero viver novamente em volta de tudo isso. Eu quero uma vida que possa me orgulhar e não será colhendo frutos da Miley ou Demi.
- Você tem razão. – Ele sorriu. – Só queria dizer que você está certa e eu devo desculpas.

John veio falar comigo com as mãos entrelaçadas com de Katheyrn.

- Se você for investigar, faça isso sem mim. – Avisei.
- Você me avisou e eu não quis de ouvir, Taylor. – John tentou me alcançar. – Se você pudesse me ajudar novamente.
- Não farei isso. – Respondi ainda calma. – Veja, todos vocês fizeram com que todos imaginassem que estou louca e eu desisti de coisas para colocar Demi no lugar da Miley, onde ambas pertencem, na verdade. Vocês desacreditaram. Todos. Não irei ao fundo do poço por isso, não mais.

Sai andando o mais rápido que pude e sai da penitenciaria olhando para trás pela última vez. Todos seguiram seus caminhos em diferentes sentidos ao sair.

***
- É engraçado como voltou no ponto que paramos.

Sorri e beijo-o novamente com mais paixão. Ele colocou meus cabelos para trás e segurou na minha nuca. Juntos fomos guiados para cama onde ele tirou sua camisa, passei a mão pelo seu corpo. Ele voltou a me beijar e tentou tirar minha camisa. Segurei suas mãos e olhei nos seus olhos que não entendia minha hesitação.

- Taylor, eu não consigo. – Falei para ele.
- Taylor... – Ele riu ao dizer meu nome e parecer repetir o seu. – O que houve? Você não quer?
- Não é isso. – Respondi alisando seu rosto. – Eu nunca fiz isso depois do que aconteceu.
- Tudo bem. Leve seu tempo.

Taylor Lautner sentou no meu lado e alisou meu cabelo, colocando minha cabeça em seu peito nu. Ficamos juntos durante um tempo e eu ouvia a batida do seu coração.

- Tenho cicatrizes no meu corpo. – Revelei com ar de tristeza.

Fiquei em sua frente e tirei minhas duas blusas, em seguida sutiã e calça. Imóvel em sua frente, Taylor assustou-se ao ver todas as cicatrizes em meu corpo. Ele levantou com os olhos cheios de lagrimas e passou a mão pelo meu corpo de forma delicada.

- De onde foram isso? – Perguntou assustado.
- Essas. – Apontei para minha barriga e peitoral. – São de Vanessa e Justin. – Ri.

Ele continuou passando a pontas de seus dedos entre lá que já não doíam um bom tempo. Ele passou suas mãos quentes em minhas costas.

- Essa é a facada que Miley me deu. – Contei.
- Uau. – Ele exclamou. – Taylor não poderia imaginar. Você é forte demais.

Taylor voltou a beijar meu corpo subindo até minha boca.

- Você tem medo. – Ele pegou na minha mão. – Mas eu nunca vou machucar você.
- Eu sei disso. – Afirmei. - Apenas tenho vergonha disso.
- Não tenha vergonha do seu corpo, Taylor. – Ele passou suas mãos pelas minhas costas. – Isso demostra o quanto você é forte.

***
- Consegue imaginar tudo que nos trouxe aqui? – Ed riu com seu violão nas mãos.
- Ficamos juntos. – Theo completou.

Peguei meu violão que estava no pé da escada. Beijei o rosto de Theo e Ed com um abraço em conjunto.

- Percebem que depois de tudo nunca fizemos isso? Carinhosos um com o outro? – Rimos. – Eu fico feliz por ter vocês dois em minha vida.
- Nós estamos aqui um para o outro sempre. – Theo. – E nem a morte é capaz de nos separar.
- Não quero essa palavra da minha casa. – Ed falou e todos rimos. – Essa palavra de cinco letras ficou aqui por muito tempo.
- E achamos que isso nunca ia passar. – Theo. – Superamos aquilo e deixamos para trás.
- Como vocês superaram, principalmente vocês. – Ed continuou rindo. – Cher superou Liam? O Taylor superou Lily?
- Cher está bem, muito obrigado por lembrar. – Theo sorriu. – Estamos bem. Parece que Demi não liga mais para ela e Liam desapareceu do radar. Felizmente.
- É difícil superar Lily, quer dizer... – Parei por um instante. - Lily é inesquecível em nossas vidas, mas vejo que ele fala menos dela. Eu nunca vou impedir, claro. – Sorri. – Estamos bem.
- Tenho que ser sincero... – Ed balançou a cabeça. – Eu pensava que nós iriamos dividir uma cela juntos.
- Jared, Demi, Liam, Vanessa, nós... – Theo lembrava os nomes. – Todos nós temos um crime que deveríamos pagar, mas todos nós estamos aqui.
- E o Liam? – Ed perguntou. – Sumiu mesmo?
- Como um fantasma. – Afirmou Theo. – Procurei ele no ano seguinte quando conheci Cher. Desapareceu.
- Pode estar morto. – Sugeri.
- Duvido disso. – Ed riu. – Não é justo ele morrer.
- A vida não é justa. Nunca foi. – Dei de ombros. – Se fosse justa... Lily e Harry estaria aqui, Demi na cadeia junto com Miley. Eu também. – Dei risada. – Liam e Jared presos. Ao invés disso temos Demi ainda com Joe como se fosse uma boa mulher, Jared andando livremente pelas ruas e Liam... quem sabe!?
- É... - Theo bufou. – A felicidade e liberdade são para os inteligentes e que sabem jogar. Não é justo, mas cada um buscou aquilo que quis e se terminou assim...
- É porque cada um lutou para que acabasse dessa maneira.

FIM.
É aqui onde nós despedimos de Bad Blood.
Quero agradecer a todos os leitores que acompanharam até aqui e eu espero que tenham gostado da fanfic quanto gostei de escrever e entregar para vocês.
Eu fiz um agradecimento e notas finais.
Obrigada por tudo.
Mirela.
Agradecimentos de Bad Blood.

15 agosto 2017

Bad Blood 2.0 | 52° Capítulo.


Algumas semanas após o veredito.
- Está pronta? – Theo perguntou olhando seu celular.
- Sim. – Respondi. – O que tem aí mais interessante do que aqui?

Comecei a me alongar no chão e Theo olhou distraído. Ele riu por alguns segundos e voltou a ficar sério.

- Emma está namorando. – Ele disse sem demostrar ciúmes. – Andrew. – Ele deu de ombros.
- Não daria certo, Theo. – Olhei para cima.
- Como disse Ed. – Theo guardou o celular. – Estamos fardados a isso.

Levantei do chão esticando meus braços e dando pequenos pulos com respirações fundas. Theo entregou meu óculos e touca. Seguimos pelo corredor onde tinha muitas pessoas, seguimos até onde pediram para esperar começar minha competição.

- Taylor?

Viramos para trás e Demi estava pálida nos olhando.

- O que faz aqui? – Perguntou ainda abismada.
- Disputo agora por Harvard. – Respondi sorrindo.
- Entrou em Harvard? – Demi ficou no meu lado.
- Sim.
Voltei a olhar para Theo, ele deu risada e tivemos um diálogo por olhares. Tudo ironia.

- Irei para arquibancada com sua família. Ed mandou mensagem dizendo que seu pai faz muitas perguntas sobre nós. – Rimos. – O que digo quando ele finalmente me achar?
- Meu pai não aceita que temos amigos homens além do Ed. – Dei de ombros. – Diga a verdade.
- O que se existisse uma verdade entre nós dois. – Theo falou alto afastando-se.

Dei risada e voltei a fazer alongamentos rápidos para distrair-me de todo nervosismo.

- Então... – Demi riu. – Theo?
- Não na maneira que pensa. – Respondi sem olha-la.
- No final você conseguiu chegar aqui. – Demi.
- Era uma posição por direito. – Respondi.

Demi ficou quieta.

- Sabe, Taylor, você sempre foi tão arrogante conosco. – Demi ficou parada na minha frente. – Isso ainda é pelo Joe?
- Joe? – Dei risada.
- Éramos amigas, você estava com Joe e ele terminou com você em segundos... – Demi riu. – E na mesma noite ficamos, você descobriu e paramos de sermos amigas.
- Eu lembro uma versão diferentes: Ele terminou comigo porque não nos víamos a duas semanas e não tínhamos cinco aulas juntos, ele tirou sua virgindade, virou as costas para você e existe uma particularidade em você. – Fiz pouco caso. – Você gosta de homens que tem compromisso e nem sua irmã safou disso.

Afastei quando ela tentou erguer o braço contra mim. Era nosso aviso para seguirmos para a piscina. Ela foi ao meu lado.

- Deve se sentir segura agora que Miley foi condenada. – Demi tentou provocar-me.
- Não faz diferença.
- A Miley sempre foi influenciável e sempre buscava ter algo de se orgulhar, agora tem. – Demi continuou falando. – Você sabe que ela não matou Lily, nem tinha motivo para isso. A pessoa que matou foi por você, mas o ódio que Miley diz ter por você.... Você sabe, não era tão real.

Fiquei muda e tentei acelerar os passos.

- Sei que você não quer pensar mais nisso. – Demi riu. – Eu realmente estou impressionada de ver você aqui.

Nós arrumamos na saída do bloco.

- Nós fizemos de tudo para eliminar você depois de ter feito o favor de eliminar Lily. – Demi riu. – Não era apenas isso que importava para todas nós?

O Juiz deu o tiro de largada e fiz a saída quase que imóvel.  Nadar era automático, mas dessa vez estava indo lentamente. Vi Demi nadando perfeitamente debaixo da agua, tentei não pensar no que ela tinha dito e focar no que importava no momento.
Nós. Essa palavra não saia da minha cabeça. Nós fizemos de tudo para eliminar você. Miley sempre foi influenciável e sempre buscava ter algo de se orgulhar, agora tem.
Terminamos as quatros voltamos que tinham passados em segundos na minha cabeça. Fiz força na borda da piscina para sair e olhei o painel: segundo lugar. Olhei para minha família que comemorava. Não era estranho já que eu sempre fiquei em primeiro desde que entrei em Harvard?
Entregaram-me uma toalha. Comecei a secar meu cabelo encarando Demi que conversava longe. Finalmente as coisas faziam sentindo da minha cabeça.
Fui em sua direção e puxei seu braço para longe das outas nadadoras. Ela tirou seu sorriso do rosto.

- Não toque mais em mim dessa maneira! – Ela disfarçou com um sorriso.
- Foi você o tempo inteiro? – Perguntei com nojo. – Por causa disso?
- Sempre foi tudo que eu tive. – Ela continuou sorrindo.
- Como você acha que Miley vai ficar quieta para sempre presa?
- Por causa daquilo. – Demi apontou para o telão. – Ver você em qualquer posição que prove que você não é a melhor quanto pensa.
- Vocês são doentes. – Dei risada segurando o choro. – Doentes! Vocês quase me mataram, duas vezes, por causa de um pódio?
- Mataram Lily, por você, por conta disso. Certo?
- Você fala com tanta normalidade. – Afastei de Demi. – Como pode dizer dessa maneira o que fez?
- Para mim é tudo muito claro, Taylor. Não tenho medo. – Demi deu de ombros. – Única pessoa que pode virar contra mim é Miley e ainda assim não tem prova. Para mim, seria aceitável ver você e Lily compartilhando a mesma terra, mas...
- Você é fraca. – Apontei o dedo na cara de Demi com ódio. – Teve que apelar a isso para ver seu nome no topo? Isso é doentio, mas eu não me surpreendo. Você nunca teve nada na sua vida. Nada! Sempre tentando sugar as pessoas, tentando roubar suas vidas. Primeiro foi Joe, Liam, Lily, Cher, Vanessa, Miley e eu.

***

- Onde Vanessa foi? – Ashley perguntou.
- Viajou. – Respondi. – E sozinha.
- Isso.... Nós três... Daria certo se Vanessa estivesse entre nós. – Ashley revirou os olhos.
- Acha que eu não sei disso? Acho que ela quer um tempo sozinha, desde que saiu da cadeira nunca ficou sozinha.
- Zac, eu entendo isso, mas ela poderia dar satisfações para nós.
- Ela está feliz em viver livremente. Semana passada finalmente limparam o nome dela e Viola está ajudando ela a conseguir indenização pelo o que aconteceu com ela. – Sorri. – Talvez seja bom.
- Já Miley não pode dizer o mesmo sobre isso. – Ashley riu. – Está em todos os jornais. Ela pegou pena de morte.

***

              Aos beijos com Katy, ela esticou sua mão e separou nosso longo beijos com meu celular que não parava de tocar. Joguei o celular no outro lado da cama e pressionei ela contra meu corpo, ela pegou novamente e levantou seu corpo ficando apenas sentada no meu colo.

- Pode ser importante. – Prendeu seu cabelo.

               Atendi o telefone um pouco distraído com seu corpo.

- Detetive John Mayer.
- Senhor, parece que vimos seu irmão.
- Onde? – Coloquei no viva-vos.
- Ele foi visto Harvard, Massachusetts.
- É onde Taylor Swift e Theodore James estão estudando. – Katy sussurrou.
- Mande uma equipe pequena e com disfarce cercarem ele para ver o que foi fazer lá. Não o assuste.
- Sim, senhor.

Desliguei o telefone e levantei ficando frente a frente com Katy. Ela alisou meu cabelo.

- O que será que ele foi fazer lá?
- Provavelmente pensou que as coisas normalizaram depois da condenação de Miley.
- Nossa lua de mel ficará para mais tarde. – Dei um longo beijo. – E iremos estende-la depois de falar com Jared.
- Acredita que ele e Taylor ainda tem alguma coisa juntos? Quer dizer, ela sabe a verdade e nunca falou nada.
- Tenho pessoas no ciclo social dela atuando 24h e nunca relataram nada diferente nela sobre isso ou sobre ele. – Respondi. – Talvez ela não saiba que foi ele e aquele pen-drive parou em suas mãos como o primeiro.

***

Fui em direção ao estacionamento, procurando minhas chaves do carro. Abri a porta do carro e esperei um momento antes de entrar e morrer de calor dentro dele. Pelo retrovisor vi um corpo vindo em minha direção e tentei fechar a porta. Segurou.

- Podemos conversar?
- O que está fazendo aqui? – Perguntei assustada. – Você disse que não nos veríamos mais, Jared.
- Você mandou mensagem faz alguns dias. Lembra? – Ele apontou para o celular.

Concordei com a cabeça e ele entrou no banco do passageiro.

- O que quer de mim, Taylor. – Ele tentou acariciar meu rosto, dei um tapa.
- Quando foi que uniu com Miley? – Perguntei.
- Foi na mesma semana que aconteceu aquilo com você. Eu fui atrás de Vanessa e ela me contou o que tinha feito, mas disse que foi obrigada e mostrou as mensagens. Rastreei Miley com os equipamentos que Johnny deixou na minha casa e estava pronto para matá-la pelo o que fez a você. Ela te feriu. Tentou te matar. – Ele tentou novamente aproximar-se de mim.
- Porque não matou ela? – Perguntei.
- Existia provas contra mim e uma testemunha que me viu na cabana. – Jared bufou. – E eu tive que “agrada-la” todo esse tempo para ela ficar longe de você. Funcionou até um momento.
- Quem era testemunha?
- Você me chamou aqui para um interrogatório? Porque não me mandou direto ao John que colocou um monte de pessoas atrás de mim. – Jared riu apontando para algumas pessoas.
- Porque Demi contou que ela fez Miley levar culpa por tudo. – Contei olhando tais pessoas.
- Por isso que ela dormiu com Johnny. – Jared riu. – Ela mesma revelou que dormia com o cunhado para todos e colocou a culpa no Johnny abrindo aquele inquérito contra ele. Johnny tinha uma grande desconfiança nela em matar Lily. Ele errou, claro. – Jared riu. – Mas estava certo que era uma vontade dela de acabar com vocês duas. Ela iria matar Lily naquela noite, por isso me viu matando primeiro. Viu que coloquei culpa em Miley e aproveitou daquela idiota para ir contra você.
- Como é que você sabe de tanto? – Perguntei curiosa. – Serio.... Como?
- No final todas elas são apenas crianças. – Jared. – Deixam as pontas soltas para todos os lados e eu só ajudei amarra-las em Miley. Ela queria levar a culpa. Sei lá porque. – Riu novamente. – Demi nunca quis falar comigo diretamente, mas através de Miley via suas intenções em fazer a cabeça de Miley contra você. Aliás, sabia que Miley era apaixonada por Liam? – Jared abriu meu porta-luvas e pegou balas. – Demi contou que você que a incentivou a ficar com Liam porque sabia que Miley era apaixonada por ele. É verdade?
- A parte que eu sabia, sim. Mas de incentivar Demi? Nunca, eu sabia de Cher. – Olhei ele comendo todas as balas de uma vez. – Jared, não posso permitir que isso fique assim. Demi está solta e ainda é perigosa para qualquer pessoa que seja melhor que ela ou que ela não goste.
- Acho que esse garoto... Liam! – Jared lembrou. – Descobriu o que Demi planejava fazer, ele viu ela agindo pelas costas de todos, mas ele deveria gostar muito dela para não fazer nada.
- Porque você acha que ele sabia?
- Miley contou. – Jared riu. – Dizia que Demi não sabia lidar com o Liam fazendo perguntas e as pessoas não iriam desconfiar quando soubessem dos dois.
- Pensar no outro lado... O lado de vocês que fizeram tudo isso e sabiam de tudo vendo eu agoniada. É insano e nojento. – Balancei a cabeça negativamente... Como conseguem viver com isso normalmente.
- Taylor... – Jared olhou-me sério. – É difícil ouvir isso quanto aceitar o que fiz naquela noite. De fato, foi um incidente infeliz que aconteceu entre mim e Lily. Queria assusta-la, mas ela já estava assustada dizendo coisas que eu nunca fiz como molhar suas roupas, esconder suas coisas, roubar, ameaçar por telefone. Nunca fiz isso, mas ela dizia que alguém fazia e esse alguém era Demetria.

Jared voltou a olhar todas aquelas pessoas que realmente eram policias disfarçados cercando nós.

- Lily estava destinada a morrer. Cedo ou tarde. Ela iria morrer.

12 agosto 2017

Bad Blood 2.0 | 51° Capítulo.



7 meses depois.
- Chegou a carta? – Theo perguntou.
- Era previsível desde que me inscrevi... – Fiz a cara de triste. – Sou finalista! – Gritei rindo.

Theo pegou a carta da minha mão e leu meu nome entre as finalistas do campeonato nacional de natação entre as universidades. Ele riu.

- Tenho novamente 100% do meu joelho, finalista como queria e você ao meu lado. – O abracei. – Retirando algumas coisas nesses últimos três anos não mudou nada como planejamos.
- Isso é um ótimo presente de aniversário. – Theo concordou com a cabeça.
- Sim. – Troquei de blusa rapidamente. – Eu só queria mostrar isso a você. – Sorri. – Melhor descermos antes que minha mãe venha aqui para puxar nossas orelhas.
- Ela disse que você e Ed finalmente escreveram uma música junta. – Theo abriu a porta. – Vão tocar?
- Talvez. – Respondi.
- Ed disse que é para mim. – Theo riu. – É verdade?
- Parece que Ed falou para aumentar seu ego. – O encarei fazendo pouco caso. – Pelo visto funcionou.

Descemos as escadas conversando e rindo juntos. Theo puxou meu rabo-de-cavalo levemente para me irritar.

- Hoje é o primeiro dia de audiência do Estado da Pensilvânia contra Miley Ray Cyrus sobre o homicídio de Lily Collins, morta brutalmente na Universidade que estudava e tentativa de assassinato de Taylor Swift.

Desliguei a televisão rapidamente e tentei reagir normalmente enquanto todos me encaravam. Respirei fundo e tentei não responder a nenhum desses olhares.

- Você sabe que tem que testemunhar, não é? – Theo sussurrou no meu ouvido.
- Sei e não precisa lembrar. – Respondi. – Eu voltarei amanhã para lá e me livrar disto.
- Taylor, nós sempre fomos amigos...
- Theo, eu estou bem. – Falei com pausas. - Até convidei Vanessa e Ashley para meu aniversário. – Sorri. – Um sinal que segui em frente.
- Vou fingir acreditar em você agora, mas falaremos disso depois. – Theo sorriu forçado.
- Sei que vai falar... – Resmunguei.

Apoiei meus braços no balcão da cozinha.

- Taylor, obrigada por nos convidarem. – Vanessa cutucou-me. – Espero que goste.
- Obrigada! – Sorri.

Sentei no chão sozinha e puxei em cima do balcão uma garrafa já pela metade de tequila. Bebi direto da garrafa olhando fixamente aos detalhes dos azulejos do chão.

- Muito cedo para beber. – Ed arrancou a garrafa da minha mão. – Vamos! – Ajudou-me a levantar. – Vamos conversar sobre você olhar para Miley amanhã e testemunhar contra ela.
- Não quero falar sobre isso. – O empurrei nervosa.
- Então não pense nisso como está pensando. – Ed engrossou a voz. – Poxa! É seu aniversário, sua família está aqui, nós estamos aqui. O que falta para você?
- Você fala dessa maneira como se soubesse o que está aqui! – Bati na minha cabeça. – Isso não é nada perto de tudo que finjo guardar aqui na minha cabeça.
Limpei minha boca e subi as escadas, tranquei a porta e deitei na cama.

***
- Estão juntos agora? – Miley riu ao ver Selena pegando na minha mão. – Se eu soubesse antes...

Selena recuou sentando fileiras atrás de onde Miley ficaria na audiência.

- Nick, não fale com ela. – Selena puxou.
- Porque está fazendo isso? Amedrontando todos? – Enfrentei Miley.
- Porque será. – Miley riu levantando as mãos algemadas. – Parabéns, vocês combinam muito. Chatos, entediantes, sonham com um mundo perfeito. Um nojo. – Miley cuspiu na minha direção.
- Excelência! – Promotor gritou. – Olha os modos da ré.

Sentei ao lado de Selena e peguei em sua mão. O Juiz entrou na sala, todos levantaram por alguns segundos e sentaram novamente. A audiência de condenação da Miley começou.

***
- Recebem a testemunha-chave, Taylor Alison Swift.

O guarda abriu a porta e apontou para cadeira ao lado do Juiz. Sentei e olhei apenas para outro guarda que veio com uma bíblia.

- Coloque sua mão na bíblia é jure dizer a verdade, somente a verdade, nada além da verdade em nome de Deus?
- Juro! – Abaixei a mão.

***
- Recebem o ultimo detetive que coordenou a investigação e foi responsável pela captação de Miley e provas, John Clayton Mayer. – Primeiro guarda anunciou.
- Coloque sua mão na bíblia é jure dizer a verdade, somente a verdade, nada além da verdade em nome de Deus?
- Juro!
Arrumei minha roupa e apoderei na cadeira.
- Quero saber detetive John... – O advogado de defesa. – Onde está seu irmão caçula, Jared Leto?
- Morando em Toronto, Canadá. – Respondi.
- Existe alegações de que existe um vídeo onde seu irmão, na época namorado de Taylor Swift, está coberto de terra molhada na noite que a vítima Lily Collins morreu. Estou certo da gravação?
- Sim, há uma gravação dessa. – Respondi confiante, sabia onde ele quer chegar.
- A gravação não era relevante?
- Assim como tudo no caso, era importante. – Respondi. – O mais importante é que provas de compras de telefones descartáveis, rastreamentos das mensagens vindos da Republica que ela morava.
- E os motivos? – O advogado perguntou. – Quais são os motivos que você diz que minha cliente tem porque acusar, vocês acusaram muitos, mas ela tinha motivos?

***

- O motivo fui eu, pelo menos ela diz. – Respondi calma. – Eu causei tudo, certo, Miley?
- Por favor, só fale comigo. – Advogado de Miley ficou na minha frente. – Então, você tem culpa?
- Provavelmente sim. – Dei de ombros. – Ela diz que eu pedi para Lily morrer, na minha cabeça foram apenas palavras que dizemos sempre, mas se ela foi até o fim. Devo ser julgada.
- Você não está sendo julgada aqui, senhorita Swift. – O Juiz. – Está aqui por livre e espontânea vontade para depor. Faça apenas isso.
- Apesar da surra que levou onde dizem que minha cliente foi uma mandante. – O advogado riu. – Como fugiu da suposta casa que te sequestrou? Como vivia lá, como sobreviveu? Tinha comida, agua, banheiro. Quem era as pessoas. Onde ficava a casa? Essas perguntas que o FBI deveria ter feito a você, não fizeram. Então, na frente de toda a mídia presente na cobertura desse processo. Pergunto: Onde você realmente estava?
- Essas perguntas já foram respondidas. – Tentei parecer calma. – Para o FBI.
- Você teme que essas mesmas pessoas te peguem novamente? – Ele riu.
- Às vezes, sim! – Respondi. – Mas estou morando em outra cidade, outra vida. Tento recuperar o tempo perdido nisso.
- Pode ser indelicado ou muito pessoal para responder nessa corte, mas é importante perguntar. – Ele voltou a sorrir malicioso. – Se o Juiz permitir, claro. Quando e como você terminou com Jared Leto, irmão do detetive John Mayer-Leto e começou a namorar Jacob Gyllenhaal. Faça sua linha do tempo.
- Nunca cheguei a terminar com Jared, diretamente. – Respirei fundo. – Ele não esteve no hospital quando precisei e através do detetive Johnny, descobri que ele tinha seguido em frente. – Ri. – Nunca conversamos após isso, mas foi diferente com Jake. Nos conhecemos pelos corredores, ele demostrou preocupação e houve uma aproximação entre nós.
- Espera que acreditamos nisso? – Ele olhou para o júri. – Onde está Jacob?
- Não se pode amarrar ninguém. – Dei de ombros. – Não estamos juntos faz um bom tempo.
- O tempo que Jared sumiu, minha cliente considerada culpada e vocês terminaram após você levar uma facada da minha cliente por legitima defesa e seu namorado ter passado no hospital por ter levado uma facada similar na região do tórax. Isso tudo não soa coerente.
- Pode dizer o que for, mas Miley é culpada pelo o que fez comigo. – Gritei. – Crie teorias, faça perguntas, mas isso não vai mudar fato de ter me atacado e tentado me matar. Duas vezes.
- Senhorita Swift, eu não estou tentando mudar nenhum fato e sim acrescentar. – Ele afastou. – Não quero julgar, mas parece egoísmo da sua parte apenas dizer o que minha cliente fez com você e nunca com Lily.
- Lamento muito por ela, muito. O que quer que eu faça? Eu ainda posso correr perigo de ser morta, já a Lily não pode. – Dei de ombros com uma expressão triste. – Eu não irei responder nenhuma pergunta. A verdade é uma: Miley é perigosa e eu temo pela liberdade dela.

***

- Foi uma das maiores audiências que já tivemos ao acompanhar dez dias de julgamento do povo de Filadélfia contra Miley Ray Cyrus. Já estamos a seis dias esperando o júri entrar em consenso para dar a sentença se ela será declarada culpada ou inocente. – Primeiro repórter falou.
- Para quem chegou no Estados Unidos da América agora e não sabe o que está acontecendo sobre o homicídio que abalou o país por meses. Lily Collins, nadadora da Swarthmore College, foi encontrada morta dentro da piscina. Alguns meses depois Taylor Swift foi encontrada espancada nos arredores da Filadélfia após ficar em cárcere privado colocando Vanessa Hudgens e Justin Bieber na cadeira por terem sidos os “botes expiatórios”.
- Meses depois Vanessa conseguiu liberdade por não terem provas o suficiente para acusa-la de homicídio. O caso ficou conhecido, também, por expor o detetive que até na época estava no comando das investigações por envolvimento com alunas. No final seu irmão, John Mayer, encerrou investigações com provas “cruciais e impossíveis de consertar” apontando Miley Cyrus como mandante de espancamento de Taylor e culpada pelo assassinato de Lily.
- Um dia antes, Taylor Swift, foi encontrada na Swarthmore quase morta por facada, Taylor acusou Miley após uma discussão entre elas. Mesmo após todos os dias de julgamento, nenhuma das partes e nem Taylor levantou hipóteses de quem teria sequestrado ela em primeiro plano. Miley e sua equipe de advogados sustentam a hipótese que foi uma armação da própria Taylor e que nunca teria sido sequestrada.

- Vai ficar assistindo isso? – Perguntei atravessando a casa.
- Sim! – Ed respondeu sem dar atenção.
- Acha que um dia isso pode virar contra nós? – Perguntei.
- Taylor, quando você disse que acabou.... Acredite, acabou. – Ed.

- Noticia de última hora. Todos foram chamados novamente para a Corte. Vamos acompanhar o que está acontecendo. – Repórter ficou mudo e todos estavam entrando na sala do tribunal. Ficamos acompanhando. – Os juris estão voltando. É quase certo que eles têm a sentença em mãos.

***

- John! – Katy gritou.

Joguei o copo de plástico no lixo e vesti meu terno, em passos rápidos alcancei a Katy que já entrava no tribunal do júri. Sentamos na primeira fileira, os fotógrafos já estavam lá prontos e pedindo para olharmos. Permaneci quieto e tentei demostrar nenhuma afeição a tal situação que perturbou minha sanidade e relacionamentos por mais de um ano.
A Miley entrou algemada com dois guardas e sua equipe de advogados – que surpreendente são pagos pelo seu pai que acredita na sua inocência. Em seguida, passando por nós, a promotoria e minuto depois o Juiz.

- Mande o júri entrar. – O Juiz.

Os juris entraram e sentaram em sua respectiva cadeira. A líder do júri levantou com um envelope na mão.

- Chegaram em um veredito? – O Juiz perguntou.
- Sim! – Ela entregou.

A escrevente que fica ao lado pegou o envelope, abriu, conferiu, autenticou, fechou e entregou para o Juiz sem demostrar nenhuma emoção ao ser a primeira a saber o veredito. O Juiz abriu e arrumou-se na cadeira.

- Corte Superior da Filadélfia, no caso do povo contra Miley Ray Cyrus, caso número A54513. Nós do júri, na ação designada acima, decidimos que a ré Miley Ray Cyrus, é culpada do crime de assassinato em violação do código penal contra Lily Jane Collins, como a primeira parte da acusação.

Houve um burburinho do tribunal e muitas fotos sendo tiradas. Juiz pediu silencio, olhei para Miley e ela manteve sua cabeça erguida sem mudar sua expressão.

- Nós do júri, na ação designada acima, decidimos que a ré Miley Ray Cyrus, é culpada na dupla tentativa de homicídio de Taylor Alison Swift. Deixando a decisão do Juiz estabelecer a pena como a segunda parte da acusação.

Miley olhou para o advogado e deu um leve sorriso. O burburinho voltou. Dei risada e levantei-me saindo do tribunal antes de terminar a leitura. Alguns fotógrafos me chamaram, ignorei.

09 agosto 2017

Bad Blood 2.0 | 50° Capítulo.



Abri meus olhos e senti meu corpo pela primeira vez. Minha mãe estava segurando forte minha mão e começou a beija-la ao me ver com os olhos abertos. Olhei para o quarto do hospital de uma forma panorâmica e estavam todos ali: Karlie sentada ao lado de Ed conversando, meu pai olhando para janela e minha mãe ao meu lado.

- Vou chamar um médico. – Karlie levantou rapidamente e saiu.
- Oh, Taylor. – Minha mãe ainda chorava. – Como é bom ver seus lindos olhos novamente.
- Também é bom vê-la, mãe. – Acariciei seu rosto. – Todos vocês, na verdade.
- Acho que você deveria saber que eles pegaram Miley. – Meu pai pegou na minha mão. – Fique tranquila que você está mais segura. – Ele sorriu. – Não faça mais isso conosco, por favor.
- Desculpe. – Fechei os olhos novamente.
- Não durma, Taylor. O médico já está aqui. – Karlie sorriu.
- Taylor você passou perto da morte e voltou, duas vezes. – Ele brincou. – Lembra do que houve?
- Miley... Ambulâncias... Você. Apenas flashes. – Respondi.
- Você passou por uma transfusão de sangue porque perdeu muito sangue, mas a facada em si irá doer, por sorte não pegou em um lugar grave.

Concordei com a cabeça e olhei para Ed. Ele sorriu tentando passar alguma confiança em seu sorriso. Bufei ao ter um deja vu com esse momento.

- Se você estiver à vontade, detetive John está aqui para falar com você.
- Peça para entrar. – Respondi. – Que isso acabe logo.
Todos saíram da sala e John entrou sozinho com uma pasta preta na mão.
- Como se sente? – Perguntou fechando a porta.
- Melhor. Meu pai disse que a pegaram. – Respondi.
- Sim, é verdade. Pegamos ela na rua da casa onde morava. – Respondeu. – O que aconteceu entre vocês?
- Ela não contou? – Retruquei confusa.
- Quero saber de você. – John sorriu. – Falamos em não brigar mais, certo!?

Concordei e contei tudo que tinha acontecido, tudo que me lembrava.

- Você encontrou Jared?
- Não. – Respondi rapidamente.
- Jacob, seu namorado, deu entrada no hospital ontem para um leve curativo. Algo similar a uma facada e lembrou-me uma que Jared deu quando mais novo em uma briga. – John olhou para o chão pensativa. – Irei perguntar de novo, voce encontrou com Jared?
- Sim, ele estava com Jake e foi ele que me deu o pen drive. – Respondi.
- Ele admitiu ter matado Lily? – John. – Preciso saber porque ele foi visto desembarcando no Canadá e se foi ele...
- Detetive, quero ficar fora disso pelo menos uma vez. – Afastei o assunto.
- Ficará, é só responder. – John. – Admitiu?
- Não. Foi tudo a Miley, certo?
- Taylor, a advogada de Vanessa está aí fora querendo falar com você, mas você tem muitas visitas, então, falarei o que ela quer. – John levantou. – Com a prisão de Miley, Vanessa não responderá por nenhum crime em relação a Lily que foi acusada, mas ela poderá responder por tentativa de homicídio por você. A pergunta dela é: você quer seguir em frente com isso?

Virei a cabeça e pensei. Eu só quero acabar com isso, conclui. Com tudo isso.

- Não, não irei seguir em frente. – Respondi.

John olhou pela última vez e despediu-se com um aceno. Segundos depois Ed e Theo entraram sorrindo com um pote de sorvete na mão.

- Ruim de morrer. – Theo deu um abraço apertado. – Foi o que disseram.
- O que ele queria? – Ed.
- Saber o que aconteceu. – Respondi comendo o sorvete. – Quando vou sair daqui?
- Dois dias de observação. – Theo. – E agora que acabou.... O que vai fazer?
- Eu não sei, mas eu não volto naquele lugar nunca mais. – Revirei os olhos. – Jake, está aí?
- Íamos te perguntar isso. – Ed sorriu fraco. – Ele sumiu.
- Deve ter ido embora. – Comentei com a voz falha em tentativa de segurar o choro. – Ele mentiu como Jared mentiu, como Johnny mentiu. Todos eles que eu estava disposta amar, mentiram na minha cara.
- Taylor. – Ed riu. – Se você descobriu a tempo, quer dizer que você ainda tem uma chance. Quero dizer, se você achar necessário um cara para compartilhar.
- Não acho. – Sorri. – Digo que eles foram uma completa mentira na minha vida assim como Miley foi.

***
- Você disse que tinha uma coisa a dizer, o que é? – Perguntei ao entrar na sala de interrogatório.
- Que vocês são péssimos investigadores. Todo esse tempo. – Miley riu. – Dois detetives bons e foi o John que conseguiu.
- Mais alguma coisa? – Perguntei já entediado com seus ataques.
- Cadê seu irmão? – Ela perguntou.
- No Canada. – Respondi. – Sabe o que ele foi fazer lá? Presumo que vocês tinham relações.
- Ele nunca gostou de mim, na verdade, ninguém nunca gostou. – Miley brincou com as algemas.
- Posso dizer que você está enganada, mas você é quem sabe. – Sorri.
- Digo que são péssimos por estarem deixando coisas passar. Eu assumo a culpa, vocês finalizam o caso, mas uma coisa não vai estar certa. – Miley riu. – Ao menos na sua cabeça.
Sentei na mesa e a observei em silencio.
- E então?
- O que preciso dizer? Ela mereceu apesar de nunca querer machuca-la, eu apenas queria ferir e tirar o que importava dela igual com fiz com a Taylor. Foi um pouco longe demais. – Sorriu.
- Um pouco longe demais. – Repeti rindo. – Espero que sorria assim, todos os dias durante seus anos de prisão. Tem um sorriso bonito, uma pele agradável e eu realmente espero que você tenha uma longa e ótima estadia em um cubículo gelado e cinza.

           Bati a porta da sala de interrogatório. O corredor estava vazio. Comecei a esmurrar a parede.
           Tinha algo errado, mas não tem como enxergar.

***
- O que está fazendo? – Perguntei.
- Esvaziando as coisas do meu armário. – Respondeu o obvio. – E você?
- Vim treinar depois de visitar Taylor no hospital. – Sorri. – O Nick contou o que disse, Liam.
- Demi... Não... – Liam balançou a cabeça.
- Conversei com Joe. – Sorri. – Ele me contou também. Eu não quero que...
- Demi, você nem perguntou o porquê de esvaziar meu armário. – Liam interrompeu-me. – Eu vou embora daqui, não tenho dinheiro para ficar estudando aqui.
- Uau. – Ri por impulso.
- Pois é. – Liam sorriu forçado. – Não quero saber mais do drama que vocês fazem sobre esse assunto. Cher foi embora, eu também vou. Esse assunto não morreu porque Joe faz questão de lembrar o tempo inteiro. – Liam bateu a porta do armário. – Cher mandou uma mensagem querendo falar comigo essa manhã. Eu fui achando que poderíamos ter uma conversa só que ela apenas chorou e bateu na minha cara diversas vezes. Permiti porque eu merecia, mas ela disse que eu levei você a isso. – Riu forçado novamente. – Aceito levar culpa pelo o que fiz, mas isso.... Nós dois? Foi sua ideia.
- Não sabia que ela tinha ido atrás de você. – Fiquei abismada. – Liam.
- Demi, por favor, apenas viva sua vida e eu farei o mesmo. Você sacrificou isso por um bem maior, eu apoiei você até onde pude, até onde você permitiu e depois me excluiu. – Liam riu. – Era um acordo, lembra dele? Se eu estou indo embora agora por não poder pagar esse lugar, você descumpriu.

Liam colocou tudo em uma pequena mala com pressa e bateu a porta do armário. Esbarrou no meu ombro e voltou.

- Eu aceitei ser o vilão quando pediu. Não serei mais.

Fiquei parada e bati no armário.

- Cher, sua burra! – Gritei batendo no armário.

***
- Acabou, não é? – Katy sorriu.
- Faz um tempo que não vejo esse sorriso no rosto. – Comentei aproximando-me. – Sim, acabou.
- Talvez podemos resolver tudo em um jantar. – Sugeriu colocando todos seus pertences na caixa. – Voltar para NY, para minha casa e sumir desse fim de carreira.
- Não tem graça quando pensamos em Johnny. – Rimos da situação. – Precisaremos mais do que um jantar.
- Depois disso. Essa jornada. – Katy continuou sorrindo. – Pensei bem e quero férias. Se formos trabalhar juntos, temos que ter um momento que separa isso ou futuro.
- Concordo com você. – Dei um leve beijo.
- John, tudo que passamos aqui. – Ela voltou a me beijar. – É uma prova que precisamos em NY.
- Podemos permanecer juntos?
- Sim. – Ela pegou na minha mão. – Na próxima, trabalharemos juntos apoiando um ao outro.

Ela recolheu tudo e fechou a caixa.

- Marquei o primeiro voo. E você?
- Irei amanhã. – Respondi. – Tenho que resolver as últimas coisas. É o fardo de ser o chefe das investigações. – Rimos.
***
Algumas semanas depois.

- Tenho em mãos uma carta escrito a mão por Taylor Alison Swift onde ela diz que não irá seguir em frente em um processo contra Vanessa Anne Hudgens. Sendo assim, decreto nessa audiência hoje que a réu, Vanessa Anne Hudgens, cumpra serviço humanitário por seis meses e comprovante de moradia mais estudos. – A Juíza leu. – Você estará livre de qualquer acusação visto que o Estado idealizará pelo tempo que ficou presa em irresponsabilidade do ex-detetive Johnny Christopher Depp.

A Juíza bateu o martelo e levantou, saindo da sala de audiência. Dei um forte abraço em Viola e corri para abraçar Ashley e Zac.

- Muito obrigada Viola. – Agradeci beijando sua mão e seu rosto. – Ter acreditado em mim.
- Fico feliz em ter ajudado você. – Ela riu. – Apenas não se meta mais em problemas ou faça o que mandarem.

***
Karlie passou a mão na minha nuca e começou a fazer uma massagem.

- Vi você conversado com Demi no hospital mais cedo. – Karlie. – Como foi?
- Eu não sei. Vi Liam também. – Respondi. – Eu vi você chorando por sua irmã e depois sorrindo ao vê-la bem e viva. Não quero que seja assim comigo e Demi. Quero achar uma maneira de perdoa-la.
- Cher. – Sentou ao meu lado. – Tudo tem seu tempo, apenas não erre como aconteceu comigo e Taylor. Nós éramos ótimas amigas até ficarmos diferentes.... Quando soube que ela tinha desaparecido, pensei que perderia uma amiga, mas ela está aqui e ainda não conversamos. – Karlie parou um segundo. – Se seu coração diz que deve perdoa-la, perdoe Demi, mas não fique perto dela. Todo o mal que ela causou a você, isso é imperdoável.

Karlie abriu seus braços para um forte abraço. Ficamos unidas por um tempo.

- Sou grata por ter conhecido você. – Sorri. – Tudo que tem feito por mim todo esse tempo.
- É bom ter ganhado uma amiga de ouro. – Karlie apertou minha mão. – Obrigada por isso.

***
- Como não? – Perguntei estranhado. – Peguei uma grande fila para vê-la.
- Sinto muito por você, garoto. – O guardo deu a mínima. – Aqui no sistema não está seu nome.
- Como isso funciona? Eu era o namorado dela antes disso. – Questionei. – Digitou direito: Nicholas Jonas. – Repeti meu nome.
- Nicholas Jerry Jonas? Você não está na lista de visitas. Agora vá que tenho outras pessoas para atender.
- Ela também não quer minha visita. – Uma voz familiar. – Talvez tenha mentido o tempo inteiro para nós.
- Eu não acredito neles! – Retruquei nervoso. – Erraram de alvo como fizeram com Vanessa.
- Nick... Eles têm provas.
- Selena, o que quer? – Questionei nervoso.
- Visita-la, mas ela não permite. – Selena riu. – Agora eu vou embora.

Selena ficou sem graça e saiu andando, comecei a segui-la.

- Eu não quero acreditar que Miley tenha feito isso. – Lamentei. – Queria vê-la uma vez.
- Comigo foi diferente. – Selena parou na porta da penitenciaria. – Estava ali o tempo inteiro na voz dela, no modo de falar de tudo isso, na raiva que sentia, como ela explodia... Eu só não quis enxergar.
GNMH - CRÉDITOS ❤